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Comprei em Setembro o jogo The Legend of Zelda: Spirit Tracks. Acho que é tanto um bom jogo de Zelda como de Nintendo DS.
Há um outro jogo, Nights into Dreams, na Sega Saturn, que já conheço há uns bons anos.
O criador do Super Mario e do The Legend of Zelda, Shigeru Miyamoto, disse uma vez que se havia no mundo algum jogo que ele desejava ter criado, era o Nights into Dreams. É uma das muitas provas de como este jogo é algo de extraordinário. O seu criador, Yuji Naka, e toda a equipa merecem os elogios.
Eu achei este jogo impressionante, tanto pela música como pelas cores, o conceito, etc. E era, simplesmente, no fim de contas, um jogo que dava mesmo para se ver que era da SEGA, com aquele sabor característico que os jogos da Nintendo não transmitem.
Ou transmitem?
Apesar do Nights estar numa consola da SEGA e ter mais de dez anos, e o Spirit Tracks estar no Nintendo DS e só ter um ano, não pude deixar de encontrar semelhanças entre os dois.
Como o Miyamoto não trabalhou no Spirit Tracks tão de perto como o Eiji Aonuma, estas semelhanças subtis em que eu reparei podem ser apenas coincidências. (Ou coisas já muito habituais em jogos do género, e eu é que não conheço tantos. Same difference.
) De qualquer forma, achei que seria fixe partilhar as minhas ideias convosco. Então, aqui vai.
Estas semelhanças que vou descrever aparecem no fim dos dois jogos, por isso vou pôr esta palavra em baixo:
SPOILERS!!!
No Spirit Tracks, quando chegamos ao Dark World (o último cenário com caminhos de ferro), apanhamos Tears of Light ao longo das linhas que transformam o comboio num drill comet dourado, que nos permite dar cabo dos Dark Trains, comboios que nos têm andado a tentar matar ao longo do jogo.
E aí, ao soarmos o apito, podemos acelerar, deixando os Dark Trains sem escapadela possível.
(Porque é que não podemos fazer isto mais cedo no jogo?)
O que é que isto tem em comum com o Nights, perguntam vocês? Este Dark World lembra-me o último nível do Nights, Twin Seeds. Basicamente, são ambos níveis mais obscuros que os anteriores. De qualquer maneira, vai ficar mais interessante a partir daqui. Quando apanhamos uma Tear of Light e o comboio se transforma, a música muda de uma obscura para uma mais alegre, subtilmente parecendo-se com o princípio do Twin Seeds, em que a música primeiro é séria, mas mal começamos a voar, muda para uma alegre. Para não falar do facto que a música começa com o nosso personagem a elevar-se no ar a executar um drill. Ah, é verdade. O Nights faz isso o jogo todo. Enquanto voamos, podemos acelerar pondo-o em drill. Estão a ver? Uma grande coisa num jogo tem um pequeno papel noutro.
A segunda semelhança acontece após os créditos dos dois jogos. “Uau”, dirão vocês. “Ah-hã”, responderei eu. Quando os créditos acabam, vemos uma cutscene, também nos dois jogos. Mas isso não é nada. Quando essa cutscene está a acabar, a câmara começa a elevar-se no ar enquanto se ouve uma versão modificada da música de introdução dos dois jogos. Esta forma de terminar o jogo dá-me, pelo menos a mim, uma sensação de “accomplishment” muito característica.
Mais duas pequenas semelhanças que queria partilhar:
- No fim das duas cutscenes há uma torre. (pausa para reacções) A única diferença é que no Nights, a torre está bem perto da câmara e essa está a subi-la. No Spirit Tracks, vemos a torre ao longe, e não no centro. (Podem ver as duas torres nas capas dos jogos em cima.)
- A música que se ouve durante a batalha final no Spirit Tracks é uma junção da música de introdução com a da viagem de comboio, mas há algumas partes que me lembram a música de batalha do Nights vs. Reala. Podem comparar as músicas nos links.
Para uma comparação melhor, vejam, por exemplo, a primeira música a partir dos 0:57, e a segunda a partir dos 0:29. Há outras partes assim parecidas entre as duas.
Os créditos do Nights são bem mais fixes do que os do Spirit Tracks, no sentido em que, logo que começam, fico com a sensação que acabei de ver um filme de animação épico.
Mas gosto mais da música e da própria cutscene final do Spirit Tracks. São agradáveis e acontecem mais coisas.
Podem ver os finais dos dois jogos nos links em baixo:
Fim do Elliot no Nights into Dreams (a cutscene depois dos créditos começa a partir dos 7:20)
Um dos fins do Spirit Tracks (a cutscene depois dos créditos começa a partir dos 7:22)
Fim dos SPOILERS!!!
E é isto que eu encontro em comum entre os dois jogos, cujo mais recente, quem sabe, poderá vir a ser também um clássico.
Poderá Shigeru Miyamoto ter conseguido transmitir alguns pontos marcantes do Nights para um dos seus jogos? Será obra de outra pessoa mais perto da produção que também gosta desse jogo? Ou será pura coincidência? O que é que acham?
Já jogaram o Nights into Dreams? Ou o Spirit Tracks? Não os jogaram, mas conhecem-nos? O que acham deles? Acham-nos tão parecidos como eu? Ou discordam?
Deixem as vossas ideias e opiniões nos comentários em baixo.